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  • Cesar Dias

A nova aposta da Cisne Negro Cia. de Dança para ”O Quebra-Nozes” em 2017


Cisne Negro Cia. de Dança se prepara para sua 34ª temporada consecutiva do “O Quebra-Nozes”, na capital paulista, com estreia marcada para dia 9, no Teatro Alfa. O balé é um dos três balés compostos por Tchaikovsky e foi baseado em um fragmento do conto de E. T. A. Hoffmann. Originalmente conhecido como "O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos" estreou em dezembro de 1892 no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, na Rússia. A Cisne Negro estreou sua versão em 1983 e, desde então, tem sido o clássico natalino mais esperado pelo público paulistano.

Como já faz parte da tradição do grupo, solistas de grandes companhias nacionais e internacionais são convidados para interpretarem os papéis de destaque, como o Pas de Deux Rainha das Neves e o Grand Pas de Deux Fada Açucarada. Entre alguns desses exemplos estão o Royal Ballet, American Ballet Theatre, StaatsBallet Berlin, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ballet Nacional Del Sodre, The National Ballet of Canada, Ballet Estable del Teatro Colón, Ballet de La Plata, da Argentina, Teatro Solís, do Uruguai, e John Cranko Ballet Schulle. 

A novidade deste ano é que, além das estrelas já consagradas, a Cisne Negro escolheu uma de suas bailarinas para se juntar ao time de solistas. Trata-se da jovem bailarina brasileira Mariana Paschoal, de apenas 18 anos, e que está há menos de doze meses na companhia.

 foto: Amir Sfair - Variação de "Noite de Walpurgis", Mariana Paschoal - 2015

Mariana, que já foi contratada duas vezes (2015 e 2016) para compor o elenco de apoio de "O Quebra-Nozes", hoje integra o quadro fixo de bailarinos da Cisne Negro Cia. de Dança. Apesar ainda está em processo de familiarização com a rotina de uma companhia profissional, mas em questão de experiência de palco ela entende bem.

Mesmo com sua pouca idade, a nova solista tem um relevante currículo. É formada pela escola de Ballet Paula Gasparini e foi moldada por grandes mestres, como Toshie Kobayashi, Eduardo Bonnis e pela própria Gasparini. Participou de grandes festivais, como YAGP, em Nova York, Tanzolimp, em Berlim, e da seletiva para o Prix de Lausanne, em Córdoba. O reconhecimento veio pelos inúmeros prêmios que ganhou tanto no Festival Passo de Arte como no Festival de Dança de Joinville.

foto: Reginaldo Azevedo - "O Quebra Nozes", Mariana Paschoal (Clara) - 2016

Não é a primeira vez que a Cisne Negro escolhe uma de suas bailarinas para o Grand Pas de Deux da Fada Açucarada. Não é comum, mas ocorre de tempos em tempos. A primeira foi em 1983 na estreia de “O Quebra-Nozes”. Quem dançou a personagem, com somente 17 anos, foi Dany Bittencourt. “Senti o peso da responsabilidade ao ser ensaiada por Ady Addor, estudava dia e noite todos os detalhes pelo vídeo do Mikhail Baryshnikov e Gelsey Kirkland. Na época, pouco se tinha para estudar, não existia internet. Mergulhei de cabeça e alma, valeu todo o esforço”, revela.

foto: Acervo pessoal da artista -  "O Quebra Nozes", Dany Bittencourt (Pas De Deux Fada Açucarada) - 1983

Atual diretora artística da companhia, Dany comenta sobre as dificuldades exigidas para este papel “Quem assisti não sabe o quão difícil é sua execução, a perna esquerda é bem requisitada... O controle de tudo precisa ser bem estudado e ensaiado”. A ex-solista se lembra de uma pane técnica que ocorreu durante uma de suas apresentações “O som parou nos meus fouettes, conhecia tanto a música que continuei girando na mesma velocidade e, quando a música voltou, deu tudo certo”, finaliza.

Mariana Paschoal conta que o balé clássico a transformou e a fez amadurecer não só como profissional, mas como cidadã, e que a dedicação e disciplina foram aprendizados essenciais que leva para toda a vida. “Conforme o tempo foi passando, me apaixonei cada vez mais por essa arte”, revela. Além de sua extrema paixão pelo balé clássico, a bailarina fala do processo significativo do contato com a dança contemporânea. “Para mim, está sendo um grande aprendizado, cada vez tenho vontade de aprender mais, experimentar novas sequências. A dança contemporânea proporciona continuamente sensações diferenciadas. Hoje posso dizer que também sou apaixonada por ela, mas o contemporâneo para mim ainda é uma descoberta”, comenta.

foto: Amir Sfair - Variação "Kitri", Mariana Paschoal - 2016

A jovem bailarina confessa ser uma grande honra fazer hoje a Fada Açucarada. “Nos dois anos que participei como contratada para o elenco de apoio do ‘Quebra-Nozes’, apenas solistas famosas e de grandes companhias fizeram esse papel. E também foram pouquíssimas bailarinas da Cisne Negro que tiveram essa oportunidade. É uma grande responsabilidade para mim”, confessa Mariana.

                                                                                                                                                                                  foto: Denise Siqueira  em O Quebra Nozes

Outro momento em que a companhia selecionou alguém de seu elenco para tamanha incumbência foi em 2004. Nesse ano, a escolhida foi Denise Siqueira, que fez parte do elenco fixo da Cisne Negro entre 2004 e 2013.  “Fazer o papel foi um presente. Até hoje me emociono quando assisto ao espetáculo ou ensaio algum bailarino. Sem dúvida, foi uma das minhas melhores performances, sou muito grata a Deus por esse presente”, afirma a ex-solista.                                                           

Desde sua criação, a Cisne Negro Cia. de Dança se mostra uma companhia intrépida e inovadora. O grupo mantém seu caráter privado, com pouquíssimas ressalvas de patrocínios e ajuda governamental, contudo, ainda assim conseguiu chegar com sucesso aos 40 anos de existência.

Nessas quatro décadas de funcionamento e de luta por seu lugar ao sol, 2017 mostrou-se um ano bastante agitado para a companhia. Além das nove apresentações do projeto “Dança nos Hospitais”, em parceria com o Laboratório Cristália, a Cisne Negro representou o Brasil no BRICS Cultural Festival 2017 em Xiamen - China; teve duas temporadas na capital paulista, uma no Teatro Santander e a segunda no Theatro Municipal de São Paulo, se apresentou em Belo Horizonte, Belém do Pará, e ainda fez turnês pelo estado de São Paulo, pela APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte) e pelo SESC-SP.

O ano festivo foi ainda marcado por duas criações. A primeira com o espetáculo “H.U.L.D.A”, que homenageia Hulda Bittencourt, fundadora e diretora do Estúdio de Ballet Cisne Negro e da Cisne Negro Cia. de Dança. A obra traz narrativas inspiradas em resenhas sobre as trajetórias artísticas da escola e da companhia de dança. Para a direção do espetáculo, foi convidado Jorge Takla, encenador reconhecido por suas premiadas óperas, musicais, peças teatrais e que estreou no universo dança. As coreografias foram assinadas por Dany Bittencourt e Rui Moreira. A segunda montagem que compôs as festividades do grupo foi “Enigmas”. Com direção e também concepção coreográfica de Dany, o balé foi inspirado nas 14 composições musicais do inglês Edward Elgar (1857-1934). Ambos os espetáculos tiveram os trajes assinados pelo premiado figurinista Fabio Namatame.

SERVIÇO: TEATRO ALFA

De 09 a 20 de Dezembro

Segunda a quinta-feira, 21h

Sexta-feira, 21h30

Sábado, 17h e 20h

Domingo, 15h e 18h

SESSÃO COM AUDIODESCRIÇÃO 

10 de Dezembro, domingo, 18h

SOLISTAS CONVIDADOS

MARIANA PASCHOAL e CÍCERO GOMES (09 e 10/12)

Cisne Negro Cia. de Dança - Brasil

1º Bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Brasil

NINA QUEIROZ e DAMIAN TÓRIO (12 a 15/12)

Solistas do Ballet Nacional de Sodre, Montevidéu - Uruguai 

AURORA DICKIE e DMITRY SEMIONOV (16 a 20/12)

Solistas do Staatballet Berlin - Alemanha 

*PROGRAMAÇÃO SUJEITA A ALTERAÇÃO SEM AVISO PRÉVIO

Link para compra de ingressos:

http://www.teatroalfa.com.br/espetaculos/O-QUEBRA-NOZESS 

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